Em janeiro deste ano, eu fiz uma viagem que há muitos anos eu havia planejado, mais precisamente, quando nasceu minha filha Nathália: conhecer o Parque Beto Carrero World.
A partir dos dois aninhos dela, eu já estava muito predisposto a ir ao Beto Carrero, porém, todas as pessoas as quais eu falava, e que já tinham ido ao parque, recomendavam-me que deixasse ela crescer um pouco, pois criança muito pequena não aproveita nada nesse tipo de parque temático, e que a partir dos oito anos é que ela aproveitaria alguma coisa. Segui o conselho da maioria, e quando ela estava prestes a completar 12 anos, resolvi fazer a viagem. Aliás, eu e minha filha estivemos no Beto Carrero World uma semana antes do aniversário dela.
Como a distância de Porto Alegre ao Balneário da Penha/SC, onde localiza-se o Beto Carrero World, é de, aproximadamente, 590 Km, ou seja, umas 7h30min de carro, nas minhas férias de verão, passei alguns dias em Garopaba, que é uma praia paradisíaca em Santa Catarina, e que fica distante 414Km de Porto Alegre, ficando, assim, bem mais perto do parque, ou seja, aproximadamente, 1h15min de carro. Reservei quatro dias para conhecer o parque: um dia de viagem para a ir e procurar um hotel ou pousada para as pernoites, e um dia para volta, pois a intenção era deixar dois dias, exclusivamente, para conhecer e curtir o parque, pois eu já sabia que um dia só seria insuficiente, e que em dois dias poderíamos conhecer tudo, mas confesso que faltou o terceiro dia, mas mesmo assim, posso dizer que conhecemos quase tudo.
Confesso que no fundo eu tinha um certo preconceito ou resistência em conhecer o Beto Carrero Word, pois eu tinha a idéia que encontraria um "clichê" da Disney World, já que todas as todas as versões brasileiras de invenções americanas sempre são um fracasso. Em contrapartida, todas as pessoas as quais eu comentava sobre o parque, e que o já tinham visitado, diziam que tudo era um maravilhoso sonho.
Cheguei à tardinha ao Beto Carrero World, a ao avistar o parque de longe, à beira da estrada de acesso da BR 101 ao Baneário da Penha/SC, já pude perceber que eu estava completamente enganado quanto ao meu conceito prévio, e que dias maravilhosos viriam pela frente por conta daquele "Mundo Encantado". Mesmo ao longe, era possível ouvir o grito das pessoas nos brinquedos radicais, ou imaginar os suspiros, com tantas maravilhas que o parque proporciona.
Eu ainda não conheço pessoalmente a "Disney World", a qual pretendo conhecer ainda, mas pelas imagens que já vi, e pelo depoimento de pessoas que curtem profundamente aquele parque temático, me arrisco a dizer que Beto Carrero World até lembra a Disney, mas é completamente diferente, pois a temática é completamente outra. Eu diria que Disney baseou a temática do seu parque em seus personagens, tão conhecidos por todos nós, e que Beto Carrero criou um personagem em cima de sua pessoa, a qual gira toda a temática do seu parque. Dizem que quando Beto Carrero era vivo, era possível vê-lo com frequência pelo parque, montado em seu cavalo "Faísca", fazendo shows ao ar livre, falando com as pessoas, e tirando foto com as crianças. Mas, mesmo após a sua morte precoce, em fevereiro de 2008, é possível sentir sua presença em cada detalhe, em cada brinquedo, em cada animal, em cada funcionário do parque, e em cada sorriso de criança.
Durante um jantar em uma pizzaria em Penha/SC, no primeiro dia de passeio, tive a oportunidade de conversar com o dono do estabelecimento, que conheceu, pessoalmente, João Batista (Beto Carrero). João Batista era uma pessoa muito carismática, excelente fisionomista, e uma pessoa que se relacionava bem com as pessoas de todas as camadas sociais. As pessoas de Penha adoravam João Batista. Ele não andava vestido de "cowboy" fora do parque, ou seja, de personagem Beto Carrero, mas a única coisa que ele nunca dispensava era o chapéu, sua marca registrada. Meu interlocutor disse-me que, certa vez, em um restaurante de frutos do mar em que trabalhava como garçon, a qual eu também conheci e recomendo, Beto Carrero reconheceu-o, e perguntou por que ele trabalhava em dois empregos, já que meu interlocutor trabalhava como garçon na pizzaria a qual hoje ele é sócio, e nesse restaurante de frutos do mar, sendo que Beto Carrero frequentava ambos. O garçon, na época, respondeu que ganhava pouco, e que precisava ter dois empregos para poder se manter. Foi aí que Beto Carrero convidou-o para trabalhar no parque, dizendo que ele não precisaria ter dois empregos para se sustentar. Hoje, ele não precisa mais trabalhar no parque, pois é sócio da pizzaria em que trabalha. O dono da pizzaria, também, na ocasião, contou-me que a estrada de acesso da BR 101 até o Balneário da Penha, e que passa em frente ao parque, foi construída por Beto Carrero. Essa rodovia é muito bem pavimentada em pista dupla, e hoje é conhecida como "Transbeto".
Antes da sua morte, Beto Carrero tinha um projeto de ligar o Aeroporto Internacional de Navegantes com o parque, através de um "trem bala". Talvez, um dia, esse projeto ainda seja levado adiante.
O Aeroporto Internacional de Navegantes é um importante aeroporto de Santa Catarina, e fica distante 10 Km, aproximadamente, do Beto Carrero World. Portanto, é muito fácil, de qualquer parte do Brasil, você chegar ao Beto Carrero World. Além do que, alguns hotéis e pousadas de Penha/SC oferecem o serviço de translado do aeroporto até o hotel. Grande parte dos hotéis ficam muito próximos ao parque. Eu, particularmente, fiquei em uma pousada muito confortável, distante à 15 minutos a pé do parque, ou seja, durante dois dias, eu nem vi a cor do carro. Hoje, com a experiência que tenho dessa viagem, eu iria de avião ao Beto Carrero, através do aeroporto de Navegantes. O tempo de voo entre Porto Alegre e Navegantes é, aproximadamente, 45 minutos. Uma barbada.
O parque Beto Carrero World abre nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, e também no mês de julho. Se você estiver programando sua viagem, vale a pena verificar os dias de funcionamento no site oficial. O parque tem crescido todos os anos, sempre com novos investimentos e novas atrações. Hoje, está sendo gerenciado pelo filho mais velho de Beto Carrero. Alexandre, o filho, criou-se no parque, e já trabalhava desde pequeno com o pai.
Eu não fiz muito planejamento para essa viagem. Aliás, nas minha viagens, adoro a sensação de descoberta no local, e isso sempre tem dado certo. Mas você pode programar-se com antecedência, e a internet é perfeita para isso.
Nunca gostei de viajar sozinho. Aliás, nunca tive essa experiência, a não ser a trabalho. Entendo que cada viagem tem sua vida própria, e deve ser feita com a companhia certa. Essa viagem, por exemplo, só faria sentido com minha filha Nathália. Com ela e por ela curti cada momento, cada fantasia, e cada emoção do parque. Nesses dois dias, as palavras que eu mais ouvia eram: "Papai, muito obrigado, eu te amo demais". Foi tudo muito emocionante.
Essa viagem mostrou-me que não se deve ter conceitos prévios sobre lugares e viagens. A opinião das pessoas que já foram a esses lugares é só o olhar delas sobre o lugar ou viagem. Aprendi a admirar, também, um homem chamado BETO CARRERO. Um homem que tinha um sonho para as crianças do Brasil, e por que não dizer do mundo, um homem puro em sua essência, e que amava os animais. Um homem que será eternamente lembrado por sua obra, por sua essência, e pelo seu sonho.
Conheça Beto Carrero como eu conheci. Simplemente, um homem que teve um sonho lindo!
Como diz o velho provérbio: "Uma imagem vale por mil palavras". A seguir, algumas imagens da linda e emociante viagem que fiz com minha filha Nathália ao MUNDO ENCANTADO DE BETO CARRERO WORLD:
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domingo, 17 de abril de 2011
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O sonho de um amigo navegador.

Vejo as pessoas falarem de suas viagens. Viajar, realmente, é maravilhoso. Ver paisagens novas, coisas novas, e pessoas novas, tudo isso renova a nossa vida.
Confesso que passei a gostar de viajar a passeio de uns anos para cá, pois sempre viajei muito a trabalho, e viajar sempre foi sinônimo de trabalho. Eu achava que era um dinheiro posto fora, pois ficavam só as lembranças, e você não tinha como recuperar esse investimento, pelo menos de uma forma tangível. Mas as pessoas mudam, e eu também mudei radicalmente minha opinião.
Planejo fazer muitos roteiros interessantes, e já tenho uma lista enorme deles. Muitos, com certeza, será com pessoas especiais, pois uma viagem passa a ter um significado diferente quando se está com as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo. Assim, a viagem passa a ser um link na memória, e lembraremos dessas pessoas para sempre, e tudo será inesquecível para nós. Até mesmo na cidade em que vivemos, lugares ficarão imortalizados e terão um significado diferente, quando tivermos tido momentos inesquecíveis com uma pessoa especial, nesses lugares.
Existe uma infinidade de lugares no mundo e culturas diferentes para se conhecer. Alguns comuns, que a história e a mídia imortalizaram, e outros poucos comuns. Admito que os lugares pouco comuns me fascinam muito, ou seja, aqueles que poucas pessoas conhecem. Mas viajar, seja para onde for, faz bem para a alma de qualquer pessoa.
Gosto muito de ouvir histórias de viagens. Vejo como há uma diversidade enorme de opiniões sobre os lugares visitados. Alguns gostam de um determinado lugar, e outros decepcionam-se com os mesmos lugares. Tudo depende da pessoa que está viajando, da companhia, e do significado daquela viagem para nossas vidas. Já vi muitas pessoas dizerem que se decepcionaram ao visitarem o arquipélago de Fernando de Noronha, por exemplo. E outras, simplesmente, amaram. Onde está a diferença? Claro que não é em Fernando de Noronha, mas, sim, nas pessoas, no momento em que elas estão vivendo, e, principalmente, no olhar de cada um. Acho que aqueles que não gostaram do arquipélago, é porque planejaram mal a viagem. Alguns amigos que aproveitaram esta viagem na sua totalidade me contaram que somente 20% da beleza da ilha está na superfície, pois os outros 80% da sua beleza está no fundo do mar. Dizem que mergulhar na ilha é uma experiência indescritível. No local, a ilha tem toda uma infraestrutura para mergulho, equipamento, filmam e fotografam seu mergulho, bem como seu contato com a natureza, e que possui uma beleza sem igual. Entre outras aventuras que pretendo fazer, mergulhar é um sonho que eu tenho, e que vou realizar qualquer hora dessas. Já ouvi falar de outros lugares como Parati no Rio de Janeiro, ou das ilhas gregas, que também são paraísos submarinos, em que a beleza submersa é tão ou mais linda que a beleza na superfície.
Mas o queria contar hoje, nessa mesa de bar, é sobre uma viagem inusitada que um amigo e ex colega de empresa está fazendo, bem como a maneira pela qual nos encontramos, quando ele me contou da sua viagem, o que foi muito interessante. Eu estava caminhando pelo centro de Porto Alegre, e nos cruzamos, casualmente. Fazia três meses que ele estava aposentado, e disse que estava em viagem. Como ele poderia estar em viagem, se nos encontrávamos naquele momento? Imediatamente, convidei-o para tomar um café e me contar essa história.
Esse colega fez uma linda carreira na empresa em que eu trabalho. Trabalhamos juntos na engenharia, pois ele é arquiteto e eu engenheiro. Em sua trajetória profissional, chegou a ser Diretor de Tecnologia. Aposentou-se moço, e teve mais de um casamento. Em nenhum dos casamentos teve filhos. Antes de aposentar-se, teve seu último e mais recente casamento, da qual nasceu seu primeiro filho, um gurizinho, que sempre foi o seu sonho. Ele sempre gostou de velejar, e alguns anos atrás comprou um veleiro. Um barco grande, que possui uma cabine confortável, um pequeno apartamento de um dormitório. Pois bem, durante uns 5 anos antes da aposentadoria, aprendeu a velejar e velejou bastante, sempre nas águas do Rio Guaíba, aqui em Porto Alegre, e nas águas da Lagoa do Patos no RS. Pegou alguma experiência em navegação, e já tinha planos pós aposentadoria de fazer a sua viagem de sonhos.
Sentamos no café, e ele começou a me contar essa história de viagem. Disse que depois de se aposentar, pegou a mulher e o filhinho, embarcou no veleiro, e zarpou pelo Rio Guaíba, cruzando a Lagoa dos Patos, e entrando no Oceano Atlântico, através do Porto de Rio Grande/RS. Inicialmente, a viagem não teve paradas, e navegou alguns dias pela costa gaúcha e catarinense, até Florianópolis em Santa Catarina. Sua primeira parada foi em Florianópolis, onde ancorou seu barco, abasteceu com mantimentos, e visitou as 42 praias da ilha, e assim ele está viajando. Disse-me que já está no litoral do Rio de Janeiro, com seu barco ancorado, e que o destino final é Fernando de Noronha, sendo que a viagem de volta vai ser mais cansativa, pois vai voltar direto, ou melhor, com poucas paradas, só para abastecer o barco com mantimentos. Ele já está há meses viajando, acordando em alto mar, ou ancorado em alguma praia diferente desse nosso lindo litoral. Que maravilha isso! Aí eu perguntei o que ele estava fazendo em Porto Alegre, então? E ele me respondeu que seguidamente vem à POA, pelo menos uma vez por mês. Deixa seu barco ancorado em alguma praia do Brasil, pega algumas roupas, a mulher e o filhinho, e voa para Porto Alegre, para ver como está sua casa, e pagar algumas contas. Disse, também, que vai ficar uns 2 anos nessa "vidinha difícil", pois quando seu filho tiver 5 anos terá que ir para o colégio.
Quanto ao custo de vida nessas condições, ele me disse que não é nada exorbitante, que o mais caro são as passagens aéreas, já que ele viaja uma vez por mês de alguma parte do Brasil para Porto Alegre. Na verdade, o custo da viagem é como se ele e sua família estivessem vivendo em Porto Alegre, já que ele carrega sua casa para os lugares por onde anda. O investimento inicial foi do veleiro, que também é acessível para qualquer mortal, sendo comparado ao custo de um carro intermediário. É só ter o sonho e priorizar investimentos.
Conversamos mais um pouco, e nos despedimos. Eu voltei à minha rotina de trabalho, e ele à sua merecida aposentadoria.
E tem gente que não sabe o que fazer quando se aposenta. Claro que, quem não tem uma aposentadoria complementar, e tem que viver com a miséria do INSS na aposentadoria, já tem outra realidade. Mas isso valeria, quem sabe, um outro post.
Boa sorte, JR! Continue aproveitando bem o resto da sua vida, e boa viagem, meu amigo navegador!
P.S.: Para quem quiser acompanhar a viagem do meu amigo navegador, ele está fazendo um Diário de Bordo em forma de blog.
Acesse: http://veleiroeasygoing.blogspot.com
Confesso que passei a gostar de viajar a passeio de uns anos para cá, pois sempre viajei muito a trabalho, e viajar sempre foi sinônimo de trabalho. Eu achava que era um dinheiro posto fora, pois ficavam só as lembranças, e você não tinha como recuperar esse investimento, pelo menos de uma forma tangível. Mas as pessoas mudam, e eu também mudei radicalmente minha opinião.
Planejo fazer muitos roteiros interessantes, e já tenho uma lista enorme deles. Muitos, com certeza, será com pessoas especiais, pois uma viagem passa a ter um significado diferente quando se está com as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo. Assim, a viagem passa a ser um link na memória, e lembraremos dessas pessoas para sempre, e tudo será inesquecível para nós. Até mesmo na cidade em que vivemos, lugares ficarão imortalizados e terão um significado diferente, quando tivermos tido momentos inesquecíveis com uma pessoa especial, nesses lugares.
Existe uma infinidade de lugares no mundo e culturas diferentes para se conhecer. Alguns comuns, que a história e a mídia imortalizaram, e outros poucos comuns. Admito que os lugares pouco comuns me fascinam muito, ou seja, aqueles que poucas pessoas conhecem. Mas viajar, seja para onde for, faz bem para a alma de qualquer pessoa.
Gosto muito de ouvir histórias de viagens. Vejo como há uma diversidade enorme de opiniões sobre os lugares visitados. Alguns gostam de um determinado lugar, e outros decepcionam-se com os mesmos lugares. Tudo depende da pessoa que está viajando, da companhia, e do significado daquela viagem para nossas vidas. Já vi muitas pessoas dizerem que se decepcionaram ao visitarem o arquipélago de Fernando de Noronha, por exemplo. E outras, simplesmente, amaram. Onde está a diferença? Claro que não é em Fernando de Noronha, mas, sim, nas pessoas, no momento em que elas estão vivendo, e, principalmente, no olhar de cada um. Acho que aqueles que não gostaram do arquipélago, é porque planejaram mal a viagem. Alguns amigos que aproveitaram esta viagem na sua totalidade me contaram que somente 20% da beleza da ilha está na superfície, pois os outros 80% da sua beleza está no fundo do mar. Dizem que mergulhar na ilha é uma experiência indescritível. No local, a ilha tem toda uma infraestrutura para mergulho, equipamento, filmam e fotografam seu mergulho, bem como seu contato com a natureza, e que possui uma beleza sem igual. Entre outras aventuras que pretendo fazer, mergulhar é um sonho que eu tenho, e que vou realizar qualquer hora dessas. Já ouvi falar de outros lugares como Parati no Rio de Janeiro, ou das ilhas gregas, que também são paraísos submarinos, em que a beleza submersa é tão ou mais linda que a beleza na superfície.
Mas o queria contar hoje, nessa mesa de bar, é sobre uma viagem inusitada que um amigo e ex colega de empresa está fazendo, bem como a maneira pela qual nos encontramos, quando ele me contou da sua viagem, o que foi muito interessante. Eu estava caminhando pelo centro de Porto Alegre, e nos cruzamos, casualmente. Fazia três meses que ele estava aposentado, e disse que estava em viagem. Como ele poderia estar em viagem, se nos encontrávamos naquele momento? Imediatamente, convidei-o para tomar um café e me contar essa história.
Esse colega fez uma linda carreira na empresa em que eu trabalho. Trabalhamos juntos na engenharia, pois ele é arquiteto e eu engenheiro. Em sua trajetória profissional, chegou a ser Diretor de Tecnologia. Aposentou-se moço, e teve mais de um casamento. Em nenhum dos casamentos teve filhos. Antes de aposentar-se, teve seu último e mais recente casamento, da qual nasceu seu primeiro filho, um gurizinho, que sempre foi o seu sonho. Ele sempre gostou de velejar, e alguns anos atrás comprou um veleiro. Um barco grande, que possui uma cabine confortável, um pequeno apartamento de um dormitório. Pois bem, durante uns 5 anos antes da aposentadoria, aprendeu a velejar e velejou bastante, sempre nas águas do Rio Guaíba, aqui em Porto Alegre, e nas águas da Lagoa do Patos no RS. Pegou alguma experiência em navegação, e já tinha planos pós aposentadoria de fazer a sua viagem de sonhos.
Sentamos no café, e ele começou a me contar essa história de viagem. Disse que depois de se aposentar, pegou a mulher e o filhinho, embarcou no veleiro, e zarpou pelo Rio Guaíba, cruzando a Lagoa dos Patos, e entrando no Oceano Atlântico, através do Porto de Rio Grande/RS. Inicialmente, a viagem não teve paradas, e navegou alguns dias pela costa gaúcha e catarinense, até Florianópolis em Santa Catarina. Sua primeira parada foi em Florianópolis, onde ancorou seu barco, abasteceu com mantimentos, e visitou as 42 praias da ilha, e assim ele está viajando. Disse-me que já está no litoral do Rio de Janeiro, com seu barco ancorado, e que o destino final é Fernando de Noronha, sendo que a viagem de volta vai ser mais cansativa, pois vai voltar direto, ou melhor, com poucas paradas, só para abastecer o barco com mantimentos. Ele já está há meses viajando, acordando em alto mar, ou ancorado em alguma praia diferente desse nosso lindo litoral. Que maravilha isso! Aí eu perguntei o que ele estava fazendo em Porto Alegre, então? E ele me respondeu que seguidamente vem à POA, pelo menos uma vez por mês. Deixa seu barco ancorado em alguma praia do Brasil, pega algumas roupas, a mulher e o filhinho, e voa para Porto Alegre, para ver como está sua casa, e pagar algumas contas. Disse, também, que vai ficar uns 2 anos nessa "vidinha difícil", pois quando seu filho tiver 5 anos terá que ir para o colégio.
Quanto ao custo de vida nessas condições, ele me disse que não é nada exorbitante, que o mais caro são as passagens aéreas, já que ele viaja uma vez por mês de alguma parte do Brasil para Porto Alegre. Na verdade, o custo da viagem é como se ele e sua família estivessem vivendo em Porto Alegre, já que ele carrega sua casa para os lugares por onde anda. O investimento inicial foi do veleiro, que também é acessível para qualquer mortal, sendo comparado ao custo de um carro intermediário. É só ter o sonho e priorizar investimentos.
Conversamos mais um pouco, e nos despedimos. Eu voltei à minha rotina de trabalho, e ele à sua merecida aposentadoria.
E tem gente que não sabe o que fazer quando se aposenta. Claro que, quem não tem uma aposentadoria complementar, e tem que viver com a miséria do INSS na aposentadoria, já tem outra realidade. Mas isso valeria, quem sabe, um outro post.
Boa sorte, JR! Continue aproveitando bem o resto da sua vida, e boa viagem, meu amigo navegador!
P.S.: Para quem quiser acompanhar a viagem do meu amigo navegador, ele está fazendo um Diário de Bordo em forma de blog.
Acesse: http://veleiroeasygoing.blogspot.com
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Os Caminhos do Sul: Torres.
Em maio deste ano, fui à Praia de Torres/RS assistir o 22º Festival Internacional de Balonismo, na tentativa de conseguir realizar boas fotos.
Para quem não conhece, Torres fica à 198 Km da capital Porto Alegre. É, sem dúvida nenhuma, a mais linda praia do litoral gaúcho. Caracterizada por suas formações rochosas à beira-mar chamadas furnas, é uma praia que fica entre o mar e a Serra Geral. É a última praia ao norte do litoral gaúcho, fazendo divisa com o Estado de Santa Catarina, através do Rio Mampituba.
E foi nesse cenário, em dias lindos de sábado e domingo (01 e 02 de maio), que aconteceu o 22º Festival Internacional de Balonismo. Na verdade, o Festival foi um evento de quatro dias (29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio), mas eu só fui os dois dias do final de semana. Eventos consecutivos como este acontecem somente em outros dois lugares do mundo: Alburqueque, no Novo México, e Chateau D'Ouex, na Suíça.
Um balão a ar quente é subdividido em três partes principais: o envelope, o maçarico, e o cesto. O piloto só consegue controlar duas coisas: a subida e a descida. Se ele insuflar o envelope com ar quente, através de um maçarico, o balão sobe, e para descer, ele deixa o ar esfriar, o que torna o balão mais pesado que o ar, fazendo-o descer. O maçarico é posicionado acima da cabeça dos passageiros e produz uma enorme chama para aquecer o ar dentro do envelope. Assim, o piloto tem total controle dos movimentos para cima e para baixo, controlando a temperatura do envelope. Durante o voo, os balões flutuam no ar e são impulsionados pelas correntes de vento. É verdade que o piloto não sabe, com antecedência, onde o balão vai pousar, mas isso não significa que ele não tenha controle do voo e do pouso, ou seja, deve-se sempre procurar uma altitude onde haja uma corrente de vento na direção e sentido favorável aonde o piloto quer ir. Durante todo o voo, o balão é seguido pela equipe de resgate. O piloto mantém contato com sua equipe através do rádio, orientando-os para que sempre cheguem junto com o balão, quando este faz o pouso final. Toda esta perseguição é uma aventura em si. Depois do pouso, a equipe empacota o balão e os equipamentos no carro de resgate, e todos voltam juntos para o local de decolagem. Os melhores horários para voar de balão é antes das 7:00h e depois das 16:00h, que eram sempre os horários dos voos no Festival, pois é quando o vento está mais favorável.
Não foi dessa vez ainda que eu consegui voar de balão, mas realizei meu sonho de voar em um paraglider, como pude mostrar em um post anterior. Tudo tem sua hora certa para acontecer, assim como aconteceu meu voo de paraglider ou parapente a motor, como queiram.
A seguir, você poderá curtir um slide show com fotos dos balões nos céus de Torres, bem como recordar meu voo de paraglider, com fotos aéreas da belíssima orla e cidade de Torres, feitas por mim. Espero que gostem. Dou crédito ao meu amigo José Ademir, a qual tive o prazer de encontrar em Torres, e como eu adora fotografia, e que realizou boa parte das fotos.
Para quem não conhece, Torres fica à 198 Km da capital Porto Alegre. É, sem dúvida nenhuma, a mais linda praia do litoral gaúcho. Caracterizada por suas formações rochosas à beira-mar chamadas furnas, é uma praia que fica entre o mar e a Serra Geral. É a última praia ao norte do litoral gaúcho, fazendo divisa com o Estado de Santa Catarina, através do Rio Mampituba.
E foi nesse cenário, em dias lindos de sábado e domingo (01 e 02 de maio), que aconteceu o 22º Festival Internacional de Balonismo. Na verdade, o Festival foi um evento de quatro dias (29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio), mas eu só fui os dois dias do final de semana. Eventos consecutivos como este acontecem somente em outros dois lugares do mundo: Alburqueque, no Novo México, e Chateau D'Ouex, na Suíça.
Um balão a ar quente é subdividido em três partes principais: o envelope, o maçarico, e o cesto. O piloto só consegue controlar duas coisas: a subida e a descida. Se ele insuflar o envelope com ar quente, através de um maçarico, o balão sobe, e para descer, ele deixa o ar esfriar, o que torna o balão mais pesado que o ar, fazendo-o descer. O maçarico é posicionado acima da cabeça dos passageiros e produz uma enorme chama para aquecer o ar dentro do envelope. Assim, o piloto tem total controle dos movimentos para cima e para baixo, controlando a temperatura do envelope. Durante o voo, os balões flutuam no ar e são impulsionados pelas correntes de vento. É verdade que o piloto não sabe, com antecedência, onde o balão vai pousar, mas isso não significa que ele não tenha controle do voo e do pouso, ou seja, deve-se sempre procurar uma altitude onde haja uma corrente de vento na direção e sentido favorável aonde o piloto quer ir. Durante todo o voo, o balão é seguido pela equipe de resgate. O piloto mantém contato com sua equipe através do rádio, orientando-os para que sempre cheguem junto com o balão, quando este faz o pouso final. Toda esta perseguição é uma aventura em si. Depois do pouso, a equipe empacota o balão e os equipamentos no carro de resgate, e todos voltam juntos para o local de decolagem. Os melhores horários para voar de balão é antes das 7:00h e depois das 16:00h, que eram sempre os horários dos voos no Festival, pois é quando o vento está mais favorável.
Não foi dessa vez ainda que eu consegui voar de balão, mas realizei meu sonho de voar em um paraglider, como pude mostrar em um post anterior. Tudo tem sua hora certa para acontecer, assim como aconteceu meu voo de paraglider ou parapente a motor, como queiram.
A seguir, você poderá curtir um slide show com fotos dos balões nos céus de Torres, bem como recordar meu voo de paraglider, com fotos aéreas da belíssima orla e cidade de Torres, feitas por mim. Espero que gostem. Dou crédito ao meu amigo José Ademir, a qual tive o prazer de encontrar em Torres, e como eu adora fotografia, e que realizou boa parte das fotos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
O meu sonho é voar...
No dia 01 de maio deste ano (sábado) aconteceu o 22º Festival de Balonismo na Praia de Torres/RS. Esse Festival é uma competição de balonismo que acontece todos os anos, e eu confesso que o evento nunca havia me chamado a atenção, durante todos esses anos. A Escola de Fotografia, a qual eu fiz alguns cursos, estava promovendo uma excursão para seus alunos, com o objetivo de passar o fim de semana em Torres, participar do Festival, e realizar muitas fotos. Eu iria nessa excursão, mas na última hora resolvi ir por conta própria e levar minha filha Nathália junto. Comecei a pesquisar hotéis e a programação do evento, e descobri que uma carioca do Rio, que iria competir, estava proporcionando passeios turísticos de balão. Como o evento começou na quinta-feira, dia 29 de abril, e eu havia decidido ir sem a excursão na última hora, não consegui vaga para voar de balão, que sempre foi meu sonho. Aliás, meu sonho sempre foi voar de asa delta ou saltar de paraquedas, mas nunca tinha surgido a oportunidade. E agora, voar de Balão seria a realização do meu sonho de voar, mas como disse, cheguei atrasado. Acabei indo a Torres sem o sonho de voar, mas com o objetivo de fazer muitas fotos dos balões. Quando cheguei lá, subi o Morro no Farol, onde há uma vista belíssima de toda a orla e das furnas, e vi que havia um pessoal oferecendo voo duplo de paraglider a motor. Meus olhos brilharam, meu coração disparou, e fui tomado de uma adrenalina a qual poucas vezes senti, pois estava cara a cara com o meu sonho.A seguir, algumas fotos dos preparativos, da decolagem, do voo, e do pouso de meu sonho de voar:
A DECOLAGEM



EMBARQUE COMIGO NESSA EMOÇÃO
Agradecimentos:
Gostaria de agradecer ao meu amigo José Ademir, a qual eu encontrei em Torres, e que realizou todas as fotos do post, registrando o meu sonho, para que eu pudesse sempre lembrar que um dia isso foi realidade.
À minha filha Nathália que com sua câmera registrou os preparativos e a decolagem do voo.
E a Deus que me permitiu essa oportunidade única e inesquecível.
domingo, 11 de abril de 2010
Os Caminhos do Sul: Parque Eólico de Osório.




O Parque Eólico de Osório é um parque de produção de energia eólica localizado na cidade de Osório/RS. É composto por 75 torres de aerogeradores de 98 metros de altura e 810 toneladas de peso cada uma, podendo ser vistas da auto-estrada BR 290 (Free-Way que liga Porto Alegre ao litoral gaúcho), da RS 030 (estrada que liga Porto Alegre à Praia de Cidreira e as praias mais ao sul do litoral norte do Estado), e de praticamente todos os bairros do município de Osório.
As hélices dos aerogeradores têm 35 metros de comprimento cada uma, ou seja, cada aerogerador possui um diâmetro de 70 metros, contando o rotor onde estão fixadas as hélices. As turbinas eólicas responsáveis pela geração de energia chegam a pesar cerca de 100 toneladas.
O parque tem uma capacidade instalada estimada em 150 MW (150 Megawatts de energia é capaz de atender uma cidade de 700 mil habitantes), sendo a maior usina eólica da América Latina. O fator de capacidade médio dos parques eólicos de Osório é de 34%, o que significa dizer que ele produz, em média, 34% da capacidade total instalada. A média mundial deste fator é de 30%.
COMO CHEGAR: Saindo de Porto Alegre em direção às praias do litoral gaúcho, pela BR 290 (Free-Way), antes de chegar à Osório, você entra no acesso à Praia de Tramandaí. Na sequência, a aproximadamente 3 Km, entre no acesso à Estrada do Mar em direção à Capivari do Sul (direção oposta à Praia de Torres). Andando uns 5 Km em direção à Capivari do Sul você logo avistará os aerogeradores, sendo que há um paradouro à beira da estrada com uma vista belíssima da maior parte do parque eólico. Nesse local você fica muito perto de algumas torres. Pela BR 290 (Free-Way), a distância de Porto Alegre à Osório é de 95 Km, ou seja, mais ou menos 1 hora de viagem.
Fotos PPH...
sexta-feira, 2 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Os pescadores.
domingo, 21 de março de 2010
Praia da Pinheira: um pedaço do paraíso em Santa Catarina.
Com praias calmas e sem ondas, a Praia da Pinheira está localizada no município de Palhoça, em Santa Catarina, a 50 Km ao sul da capital Florianópolis. Do local é possível admirar um arquipélago formado por pequenas e grandes ilhas, dentre elas a Ilha do Papagaio. Possui várias praias: a Praia de Baixo com suas gaivotas e garças, a Praia de Cima, a Praia do Sonho, Ponta do Papagaio e Guarda do Embaú. Esse filme mostra algumas imagens desse paraíso que pude desfrutar com minha filha Nathália, em fevereiro de 2010.
Parte 1
Parte 2
Parte 1
Parte 2
Pegando onda na Praia da Pinheira/SC.
Uma manhã de domingo, uma praia paradisíaca, e eu sentado à beira-mar curtindo, talvez, os últimos momentos da infância da minha filha Nathália. (Santa Catarina, Praia da Pinheira, fevereiro de 2010).
domingo, 31 de maio de 2009
Um restaurante caseiro.

Um dia desses eu estava conversando com um colega de trabalho, durante um intervalo para o cafezinho, sobre um restaurante que eu conheci há muito tempo atrás, em uma das minhas inúmeras viagens a serviço ao interior do Estado do RS. Esse meu colega é uma pessoa muito viajada, principalmente ao que se refere ao interior do Estado, muito mais viajado do que eu. Era próximo do meio-dia e fazia muito frio em Porto Alegre, por isso deve ter sido inevitável a lembrança daquele restaurante, a qual ele também conhecia.
Ao lado da cidade de Santa Cruz do Sul, há 160 Km de Porto Alegre, existe uma cidadezinha muito pequena chamada Vera Cruz. Para quem não conhece o RS, a cidade de Santa Cruz do Sul é de colonização alemã e grande plantadora de fumo para fabricação de tabaco. Aliás, as maiores fabricas de cigarro do Brasil como a Souza Cruz e Phillip Moris localizam-se em Santa Cruz do Sul. A cidadezinha de Vera Cruz, apesar de ser muito pequena, quase que um vilarejo, deve ter uma arrecadação muito alta, pois algumas fábricas de cigarros também localizam-se lá. A cidade de Vera Cruz está situada ao lado de Santa Cruz.
Mas voltando ao restaurante de Vera Cruz a qual me referia, é um estabelecimento inusitado, porém, muito agradável e de uma comidinha caseira excelente. Conheci esse restaurante em uma certa viagem àquela região, e acabei chegando lá levado por um colega, motorista da empresa em que trabalho, que na ocasião dirigia um carro da própria empresa, conduzindo-me na viagem.
O restaurante é estabelecido em uma casa grande, com cara de residência, e você só identifica que é um restaurante por uma pequena identificação na fachada da casa. Você entra pela garagem da casa, onde já encontram-se algumas mesas, e mais no interior do prédio você encontra um ambiente muito amplo com dois enormes fogões a lenha no centro do salão. Nos fogões à lenha existem panelas com a comida quente. Em uma mesa próxima aos fogões existe um buffet de saladas, e em outra, um buffet de sobremesas. O grande charme do restaurante é que você se serve no fogão e diretamente nas panelas, que constantemente são repostas com comida pronta, nova e quentina. Na verdade, os fogões do buffet são só para manter a comidinha quente, que já está pronta, além de aquecer muito o ambiente em dias de muito frio.
Lá você encontrará uma comidinha simples como aquela que seria preparada no dia a dia da sua casa. Você se sente como se estivesse almoçando no aconchego de um lar. A comida é deliciosa e muito saborosa. É um ambiente muito charmoso e aconchegante, que dá ao local um certo ar de intimidade.
Isso me faz lembrar quando você vai almoçar na casa de alguém, como visita, e é convidado a servir-se diretamente nas panelas em cima do fogão. Para algumas pessoas pode parecer um certo descaso do anfitrião da casa, que sequer se dá ao trabalho de colocar uma mesa bem posta para você, ou que não quer sujar mais louça, pois teria que colocar a comida em pratos ou travessas. Não é qualquer anfitrião que tem tamanha habilidade para quebrar formalidades. Mas existem pessoas muito sensíveis e especiais que conseguem fazer você se sentir, realmente, muito a vontade, como se você estivesse em sua própria casa, usando essa técnica.
Eu não sou especialista em etiqueta, por isso não vou descrever sobre o assunto, mas posso tentar explicar o meu sentimento pessoal.
Tudo depende da relação do anfitrião com a "visita", que deve ser uma relação de muita intimidade. O anfitrião deverá sempre estar junto na cozinha quando todos vão se servir, pelo menos quando vão se servir pela primeira vez, pois isso facilita para que a visita se sinta mais a vontade, acabando com toda e qualquer formalidade que ainda possa existir.
Acho isso divino, porém, poucas pessoas sabem receber tão bem, conseguindo deixar suas visitas tão a vontade assim, sentindo-se como se estivessem em sua própria casa. A única coisa que eu particularmente não gosto, é de comer com o prato na mão, principalmente se tiver uma carne para cortar. Mas se não tiver outro jeito, eu cortaria a carne antes, apoiando o prato em algum balcão, só para manter o glamour de intimidade.
Me sinto honrado quando o dono ou dona da casa me proporciona essa oportunidade de me servir diretamente nas panelas do fogão. Das poucas vezes que fui agraciado com essa intimidade, sempre me senti muito a vontade e completamente em casa. Talvez, muitas pessoas devam se sentir assim como eu me sinto, por isso aquele restaurante em Vera Cruz faz tanto sucesso e está sempre cheio de gente. Sempre que estou naquela região, programo-me para almoçar lá.
Já conheci muitos restaurantes tradicionais que servem comidinha caseira, mas essa foi a primeira vez que conheci um restaurante caseiro que serve comidinha caseira.
Mais íntimo e gostoso que isso, só que não é para qualquer pessoa, é comer pizza na cama....rs.
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