
Quando vi o vídeo game funcionando, fiquei impressionado com a interatividade desses video games de última geração. Eles não tem mais, simplesmente, um controle cheio de botões ou joysticks, como até agora tinham. O controle do game faz parte, praticamente, do corpo da pessoa. É um controle que possue uma alça, com uma capa toda emborrachada para evitar choques, pois a interatividade é grande. Por exemplo, tem um jogo que tem um tiro ao alvo de arco e flecha. Nesse jogo você usa dois controles, um é o arco imaginário, e o outro é como se você segurasse a flecha. Você segura o arco e o aponta para o vídeo, e com o outro, você puxa a flecha no arco, e no vídeo, conforme você puxa o controle para trás, vê a flecha se movimentando no arco. Você faz a pontaria e solta a flecha através de um botão no controle. Em outro jogo, você joga basquete. Nesse, você tem que fazer um movimento com o controle amarrado em sua mão, como se estivesse quicando a bola, e quando tem que arremessar para cesta, você tem que pular, para o bonequinho no vídeo pular também, e arremessar imaginariamente a bola, com as duas mãos, para que o arremesso seja feito. É como se você estivesse, realmente, jogando basquete. Há vários jogos. Tem um outro, também, que você luta com uma espada, e tem que movimentar a espada com a mão, como se estivesse com ela, realmente, na mão. Fantático!!! Depois de algumas horas de jogo, a impressão que se tem é que você praticou realmente aqueles esportes, ficando cansado, fazendo um esforço igual. Não estou dizendo aqui que um vídeo game vá substituir qualquer esporte. Longe disso. Estou falando da "realidade virtual" e da interatividade que esses novos videos games estão apresentando.
Isso fez-me pensar sobre as palavras, paradoxalmente, tão usadas hoje em dia: "realidade virtual". O que é real e o que é virtual? O cérebro humano assume como realidade o que sente e o que vê, por isso é que os vídeo games, os computadores, e a internet, fazem tanto sucesso nessa última geração de indivíduos, chamada de geração Y. Mas a pergunta não quer calar: O que é real, e o que é virtual? O que você sente e vê é realidade? O que é realidade para alguns é imaginário para outros. Assim, são as realizações também. Tudo o que hoje é físico e real para alguns, um dia foi idealizado e foi virtual. Claro que todos nós concordamos que um vídeo game é uma coisa puramente virtual ou imaginária. Esses, de última geração, então, é como se fossem verdadeiros simuladores da vida.
Aí veio-me outra pergunta: a internet é real ou virtual? Eu, por exemplo, adoro jogar xadrez pela internet. E o jogo é muito real, pois jogo on line, e sei que quem está movimentando as peças adversárias é um ser humano, ou seja, é uma mente humana criando estratégias e armadilhas no jogo. Em termos de jogos, eu definiria como real quando você joga com outro ser humano, e virtual, quando você joga contra uma máquina.
Seguindo a definição anterior, eu diria que, em se tratando de interação de pessoas, a internet é mais real do se pode imaginar. Eu diria até que é tão real quanto um contato físico. Claro que o olhar e contato físico são indispensáveis. Porém, a internet é mais uma ferramenta de interação entre as pessoas. Através dos blogs, do MSN, e do e-mail, você conhece a alma das pessoas, não as conhecendo somente pela aparência física, ou de uma forma superficial. Por mais que uma pessoa queira se esconder atrás de uma tela de computador, sempre deixa rastros de sua essência, nos blogs, na sua escrita, ou em mensagens.
Eu diria que a tecnologia e os computadores criaram a necessidade de desenvolvermos mais nosso sexto sentido, lendo nas entrelinhas dos textos dos blogs, dos e-mails, e das mensagens instantâneas, a verdadeira essência e o sentimento das pessoas. Ou será um sentido novo, um sétimo sentido que está sendo desenvolvido pelo ser humano?